Como os cartazes de lambe-lambe ajudaram a transformar 500 m² de escritório em uma extensão da experiência da marca

A Go Further havia passado por um processo de rebranding e estava disposta a romper com os padrões de uma contabilidade tradicional. Essa ideia já fazia parte da maneira como os líderes da empresa se posicionavam e construíam sua cultura.

Naquele momento, a Go vivia uma fase de crescimento e acabava de ganhar mais um andar em seu escritório na Vila Olímpia, em São Paulo. Era uma oportunidade de fazer com que o novo espaço também materializasse esse posicionamento: uma contabilidade do futuro, disposta a romper com modelos tradicionais e construir uma forma mais inovadora de trabalhar.

Um andar inteiro virou suporte

O espaço tinha uma característica importante para o projeto: era essencialmente aberto. Não havia uma sequência de corredores conduzindo as pessoas de uma intervenção para outra, e todas as salas de reunião eram de vidro. De diferentes pontos do escritório, era possível enxergar paredes distantes, cruzar elementos visuais e perceber várias composições ao mesmo tempo, inclusive refletidas pelos vidros. Por isso, não pensamos em um único mural. Pensamos em intervenções distribuídas pelo andar inteiro.

Os painéis de lambe-lambe ocuparam diferentes paredes e ambientes, criando pontos de cor, mensagens e imagens que se relacionavam mesmo à distância. A intervenção aparecia nas áreas de trabalho, nas salas, nos espaços de convivência e chegou até os banheiros. A ideia era simples: se aquele andar fazia parte da experiência das pessoas com a Go, ele também poderia carregar sua cultura.

Uma linguagem que veio da rua

O lambe-lambe faz parte da paisagem urbana. Cartazes colados diretamente nos muros, sobreposições, encontros imperfeitos entre papéis e imagens que vão construindo uma superfície à medida que ocupam a cidade. Trazer essa linguagem para dentro do escritório nos permitiu preservar esse aspecto mais espontâneo e original da intervenção sem depender de técnicas como a pintura com spray, que exigiriam outras condições de aplicação em um ambiente fechado, além de mais tempo e planejamento.

O processo é relativamente simples: papel, cola, parede e composição.

Mas a simplicidade da técnica não significa ausência de intenção. Cada peça precisava funcionar sozinha e, ao mesmo tempo, conversar com todas as outras ao redor. Nada ali foi escolhido ao acaso: cores, padrões, mensagens e estilos gráficos partiram da identidade e da cultura da Go Further. O que parece uma grande sobreposição de cartazes é, na verdade, uma composição criada especialmente para a marca.

Cultura também ocupa espaço

Uma empresa comunica sua cultura de muitas maneiras. Ela aparece nas decisões que toma, na forma como as pessoas trabalham, no jeito como se relacionam e naquilo que escolhe valorizar.

Mas o espaço também fala.

Na Go Further, paredes que poderiam permanecer neutras passaram a carregar mensagens, referências, humor, cor e identidade. Com o tempo, essas intervenções também se tornaram parte do cenário cotidiano da empresa: aparecem em encontros, registros, fotografias e momentos que acontecem ali.

Trouxemos para dentro do escritório uma linguagem que nasceu na rua porque acreditamos que arte, repertório e cultura também podem fazer parte do ambiente de trabalho.

Não como decoração adicionada depois que todo o resto está pronto, mas como parte da experiência de estar naquele lugar. Quando isso acontece, a parede deixa de servir apenas para delimitar o espaço. Ela também passa a comunicar o que aquela empresa escolhe ser. E é assim que a arte urbana pode ajudar a criar movimento na cultura de uma empresa.

Na Go Further, a intervenção transformou paredes que poderiam permanecer neutras em superfícies capazes de carregar mensagens, referências, humor, cor e identidade. Agora, esses espaços fazem parte e servem de cenário para o dia a dia das pessoas.

Trouxemos uma linguagem que nasceu da rua para dentro da empresa porque acreditamos que arte, repertório e cultura também podem fazer parte do ambiente de trabalho. Quando isso acontece, uma parede deixa de servir apenas para dividir ou delimitar um espaço. Ela passa a dizer alguma coisa. E ocupar um escritório inteiro com arte urbana passa a ser também uma maneira de criar movimento na cultura de uma empresa.