Como o minimalismo alemão do designer Dieter Rams atravessou os anos 50 e chegou até o chefe de design da Apple em 1996?
Você está lendo este texto em um dispositivo que carrega o conceito de um designer alemão que talvez nunca tenha recebido o devido reconhecimento por isso. Dieter Rams é um dinossauro criativo cujos trabalhos na Braun entre os anos 50 e 70 continuam moldando o que a gente usa hoje. Inspiração, coincidência ou plágio?
A revolução silenciosa
Enquanto todo mundo criava produtos de aparência retrofuturista – cheios de botões, cores chamativas e detalhes desnecessários – Rams seguiu o caminho oposto. Rádios que pareciam apenas caixas com controles essenciais, calculadoras de aparência simples e barbeadores que não tentavam imitar armas espaciais. O resultado? Enquanto muitos conceitos envelheceram como a moda dos anos 80, os de Rams seriam lançados como “inovação” décadas depois. 🤔
Homenagem ou cópia?
Jonathan Ive, líder do departamento de design industrial da empresa desde 1996, sempre mencionou Rams como referência importante. Mas será que referência é o termo mais preciso?

Menos, mas melhor
Enquanto o mercado pedia mais botões e funções, Rams removeu tudo que era supérfluo e mesmo assim melhorou seus produtos. Um pensamento tão à frente que só décadas depois Jonathan Ive conseguiu traduzir e implementar em escala global. “Menos, mas melhor” – esse princípio continua sendo utilizado nos projetos de design atualmente?
Rams estabeleceu 10 princípios que continuam guiando designers de todo mundo até hoje:
- O bom design é inovador
- O bom design torna um produto útil
- O bom design é estético
- O bom design faz o produto ser compreendido
- O bom design é honesto
- O bom design é discreto
- O bom design é durável
- O bom design é minucioso, pensado até o último detalhe
- O bom design é amigo do meio ambiente
- O bom design é menos design possível
Olhe bem para o seu celular e observe sua simplicidade intuitiva: Será que a verdadeira inovação está mais em remover do que em adicionar?